
Com a entrada de Coutinho o time ganhou muito mais movimentação, não me surpreenderia em nada se Mancini optasse em manter o trio ofensivo para tomar conta do ataque vascaíno. Dodô, ainda fora de ritmo, parece estar voltando à boa forma, concluiu bem a gol e ofereceu boa movimentação no ataque. Carlos Alberto, visivelmente cansadíssimo, ainda teve pique para fazer o segundo gol do Vasco aos 36 minutos, e se mostra a cada dia imprescindível para as vitórias cruzmaltinas.
No meio-de-campo, Souza parece ter conquistado de vez Vágner Mancini. Jumar é forte na marcação, rouba bem a bola... mas na hora de sair jogando, não consegue igualar os feitos do prata-da-casa vascaíno. Souza deve conquistar a vaga. Do outro lado, Léo Gago vem se firmando com a sua forte marcação e movimentação, além de ser boa opção nas bolas paradas e chutes de longa distância. Nilton indiscutível como cão-de-guarda mais uma vez.
Nas laterais, Fagner também conquistou a posição, ainda mais porque Élder Granja não está apto a atuar. Márcio Careca ainda não mostrou a que veio, mas terá tempo para isso, pois, pelo visto, Ernani não agradou Vágner Mancini, que sequer para o banco escalou o jogador.
Na zaga, o lento Fernando me agradou. Roubou algumas boas bolas e vacilou pouco na marcação, exceto quando a correria era forte. Gian estável como sempre, não compromete. A nossa zaga está muito lenta. Vejo nela as únicas posições ainda a serem definidas no time ideal de Mancini. Gustavo na direita e Titi na esquerda podem ser as apostas. Só o tempo dirá.
Fernando Prass soberano no gol.
As substituições foram pontuais e técnicas, nada de muito "oba oba". Craque também tem de ser substituído, e foi assim com Coutinho, que deu lugar a Fumagalli. O camisa 25 entrou razoavelmente bem, deu boa movimentação no meio, nada demais. Paulinho no lugar de Léo Gago, que estava cansado, também foi uma boa pedida. O volante entrou bem e forte na marcação, seu estilo de jogo, distribuindo bem a bola. Apesar de ser o reserva imediato de Nilton, pode "quebrar um galho" quando Mancini optar em colocar dois volantes de retenção, como foi no fim do jogo diante do América.
Domingo é dia de clássico. Dessa vez, no Engenhão, que provou nesta noite de quarta-feira que não tem condições (o campo) de sediar uma partida de tamanha importância. Se chover no sábado ou domingo, o futebol das duas equipes estará muitíssimo prejudicado. Perde o torcedor, perde o jogador, perde o futebol.
Clássico é clássico e vice-versa. Uma vitória não nos colocará num altar, muito pelo contrário, que 2009 sirva de exemplo. Uma derrota não é significado de incompetência total do elenco. É preciso ter cuidado com os julgamentos.
Vascco x Botafogo, domingo, às 19h30, no Engenhão.
Promete!
Saudações Vascaínas!
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