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segunda-feira, 4 de maio de 2009

Querem vender o Vasco. Ou comprar? Eis a questão

O balanço patrimonial do clube, divulgado há alguns dias, revela qual é e qual foi o verdadeiro interesse da atual diretoria do 'novo Vasco'. Depois de se mostrarem indiferentes com o rebaixamento de um clube de tão massissa torcida para que uma glória em divisão de acesso seja condecorada como histórica, aproveitando a força que a mídia tem e os dá diariamente reforçando a frase dita no fatídico 07/12/2008 após o jogo, quando a torcida gritava que a culpa era da administração antiga, desvalorizaram o que é do Vasco e superfaturaram dívidas que sequer existem, tais como possíveis dívidas trabalhistas por motivo de demissões. Só para isso, R$ 100 milhões foram colocados no orçamento do Cruzmaltino.

E me vem a interrogação que entitula este post: "Querem vender o Vasco. Ou comprar? Eis a questão." A dúvida surge na medida em que vemos um balanço que aponta para uma situação decadente e desesperadora. Uma reviravolta seria impossível e a falência já estaria decretada. E no plano maquiavélico (não confundam Nicolau Maquiavel com exterminador, assassino, ladrão etc) da diretoria do 'novo Vasco', quanto mais desvalorizado um clube, mais fácil o acesso ao mesmo. Segundo eles, o caminho para que o Vasco deixe de ser um clube de futebol e vire uma empresa, com lucros aos seus dirigentes, é inevitável. Conseguiram, pela primeira vez, comprovar uma dívida maior que a do rival Urubu. Lembro que o balanço foi aprovado sem a presença dos conselheiros da oposição que, boicotaram a reunião do conselho ao não receberem, como manda a norma, com 5 dias de antecedência, o balanço do clube para análise. Assim fica mais fácil, não é?

A manobra política vem sendo elaborada há anos no cenário do Vasco. Custo acreditar que os que "bolaram" tal estratégia sintam o que sinto pela cruz de malta estampada no peito. Pensam nos seus bolsos, nas suas casas, nos seus iates etc. Montaram uma equipe de oposição que não tinha força alguma. Foi aí que acharam o "fantoche" para que a manobra fosse viável. E conseguiram logo o melhor fantoche (ídolo), da loja (do clube): Roberto Dinamite. Com a força do deputado e da mídia, que explorava o Vasco como nunca antes acontecido a fim de achar pequenas falhas que ganhavam enormes proporções nos jornais e programas de rádio e TV, chegaram ao tão sonhado poder.

"E agora, quem irá nos defender?", foi a pergunta feita no dia da posse. O que fazer? Como planejar? Como contratar? Como pagar? Como lucrar? Como viabilizar? Nada se sabia disso tudo. Nosso ex-presidente começou no Vasco como auxiliar de tesoureiro e aprendeu desde novo como se administra um clube e conheceu os bastidores negros do futebol. Negros, porém necessários. Hoje, sem influência, não se vai muito longe. E não pensem que influência é sentar ao lado do presidente do rival para assistir ao jogo entre seus dois times, longe disso.

O que queriam aconteceu. O que a torcida aclamou, chegou. "E agora, quem irá nos defender?", é a dúvida que pinta na cabeça dos que já acordaram. Quem ainda dorme, sonha com longínquos horizontes e com gritos de "É campeão" em divisões de acesso, nada digno para a história do Vasco.

Ainda há tempo para que se despertem, torcedores. Ainda há tempo para que a situação seja revertida. Caminhamos a passos largos para um futuro incerto, obscuro. O primeiro passou foi dado no último dia 07 de Dezembro. O segundo? No próximo dia 09 de Maio, o dia em que o Vasco jogará, pela primeira vez, a segunda divisão do Campeonato Brasileiro. Aí vão "cair as fichas" e, quem sabe, teremos uma torcida menos covarde e mais pretensiosa para o nosso querido Club de Regatas Vasco da Gama.

Não costumo expressar minha opinião política aqui. Porém, acho que minha contribuição para que a venda seja tirada de muitos rostos já foi dada. Respeito a opinião dos leitores que, sem dúvida nenhuma, contribuem para que o blog esteja ativo. Por menores que sejam os números de visitas do blog recém criado, a força parte da vontade de mostrar um pouco o que querem com a "nossa vida, nossa história, nosso primeiro amigo". Lembrem-se, caros amigos: "Quem desdenha quer comprar". Cabe a nós, cruzmaltinos de berço, virarmos essa página na história do Vasco, passar pela Série B e, de cabeça erguida, voltar à elite do futebol brasileiro.

Usando o lema do 'novo Vasco', fico por aqui.

O SENTIMENTO NÃO PODE PARAR!

Saudações Vascaínas!