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quinta-feira, 23 de abril de 2009

ESPECIAL: CARLOS GERMANO: O ARQUEIRO DA AMÉRICA

Vindo do interior do Espírito Santo, Carlos Germano Schwambach Neto, conhecido pela massa cruzmaltina apenas como Carlos Germano, começou a carreira no Vasco em 1985, na base do Gigante da Colina. Em 1990 foi promovido aos profissionais onde defendeu a meta cruzmaltina pelos próximos 10 anos. Um ídolo cruzmaltino que merece ser reverenciado de pé.

O COMEÇO


Como já citado, Carlos Germano começou a carreira na base do Vasco em 1985, com 15 anos. O goleiro já se destacou ainda no juvenil, quando serviu a seleção brasileira pela primeira vez. Em 1988, conquistou o Sul-Americano Sub-20, na Argentina. Em 1990, Carlos Germano foi promovido aos profissionais com Vasco com pompa de titular. Logo ali começou a mostrar serviço e não saiu mais.


CARREIRA

1985 - 1989 - Neste período Carlos Germano defendeu o gol do Vasco na base do clube, já com fama de bom goleiro.

1990 - 2000 - Em 1990, Germano foi promovido aos profissionais do Vasco e surpreendeu. Marcou seu nome na história do clube conquistando os seus únicos títulos por clube na carreira no clube de São Januário. Nesta passagem o goleiro conquistou, entre outros títulos, um dos principais da história do clube: a Taça Libertadores da América em 1998. Além disso, foi uma das principais figuras do Gigante na conquista do Brasileirão em 1997 quando garantiu o título fechando o gol nos dois 0 a 0 contra o Palmeiras que definiram o tricampeonato brasileiro para o Vasco.


Em 1997, Carlos Germano teve um impasse na sua renovação de contrato com o Vasco e ficou por alguns dias disponível no mercado. O então presidente do Urubu depositou um valor adiantado para que o arqueiro vestisse a camisa rubro-negra. Poucos dias depois do depósito, Carlos Germano negou o Urubu e assinou com o Vasco por mais três anos.

2001 - Em 2001, sem ter seu contrato renovado com o Vasco e saindo pela porta dos fundos ao colocar o Cruzmaltino na justiça, Carlos Germano acertou com o Santos Futebol Clube por onde atuou apenas um ano.


2002 - Em 2002, uma passagem rápida pelo Internacional

2003 - O goleiro aceitou uma proposta e foi jogar no norte. Carlos Germano atuou pelo Paysandu na temporada de 2003.

2004 - No ano de 2004, Carlos Germano disputou o Campeonato Carioca pelo simpático América. Logo depois, voltou para o Vasco de onde sairia seis meses depois.


2005 - 2006 - Em 2005 Carlos Germano se aventurou. Depois de acertar com o Madureira, o jogador foi atuar pela primeira e única vez fora do país. Foi para o Penafiel, de Portugal, onde assinou um contrato de dois anos. Apenas o primeiro foi cumprido e a rescisão feita amigavelmente.

2008 - O arqueiro cruzmaltino voltou a São Januário como treinador de goleiros, cargo já ocupado meses antes no Joinville-SC e onde permanece até hoje preparando os goleiros do Vasco.


PRINCIPAIS JOGOS PELO VASCO

Jogo de estreia

Vasco Da Gama 2 x 1 Bangu - 24/11/1990
Local: Estádio Caio Martins

Gols : Sorato (VAS), William (VAS) e Mendonça (BAN)

Vasco
Carlos Germano, Dedé (França), Tosin, Jorge Luís, Cássio, Zé Do Carmo, Luciano, William, Boiadeiro, Sérgio Araújo e Sorato Técnico : Zagallo

Bangu
Wagner, Murilo, Carlito, Marcão, Wágner Pepeta, Denílson, Arthurzinho, Mendonça, Gílson, Serginho (Jackson) e Maciel (Marcelo Henrique) Técnico : Rogério Melo

Jogo de despedida

Vasco Da Gama 4 x 1 Raja Casablanca-MAR - 29/12/1999
Local: Maracanã

Gols : Gilberto (VAS), Romário (VAS), Aboub (RAJA), Odvan (VAS) e Romário (VAS)

Vasco
Carlos Germano, Jorginho, Júnior Baiano, Mauro Galvão (Odvan), Gilberto, Amaral, Felipe, Juninho (Paulo Miranda), Ramón (Alex Oliveira), Donizete (Viola) e Romário Técnico: Antônio Lopes

Raja Casablanca
Chadili, El Karkouri, El Haimeur, Misbah (Nater), Safri, Jrindou, Moustaoudia, Aboub, Khoubbache (Achami), Mejjary, Ereyahi (El Moubarki) Técnico: Luís Fullones.

CURIOSIDADES

URUBU? NEM PENSAR!

Em 1997, Carlos Germano esnobou o Urubu dizendo que não aceitaria a proposta do rubro-negro, voltando atrás na decisão de renovação com o Vasco e assinando por mais três anos. Na ocasião, Germano decretou: 'Vestir rubro-negro? Nem pensar'


NÚMEROS

Confira número de Carlos Germano no gol do Vasco

1990 - 6 jogos e 5 gols sofridos
1991 - 34 jogos e 26 gols sofridos
1992 - 43 jogos e 54 gols sofridos
1993 - 47 jogos e 57 gols sofridos
1994 - 58 jogos e 56 gols sofridos
1995 - 62 jogos e 64 gols sofridos
1996 - 56 jogos e 69 gols sofridos
1997 - 38 jogos e 34 gols sofridos
1998 - 43 jogos e 37 gols sofridos
1999 - 62 jogos e 74 gols sofridos

Total - 449 jogos e 476 gols sofridos


BANDEIRÃO

Carlos Germano foi homenageado pela torcida cruzmaltina com um bandeirão estampando sua foto com a frase: 'O Vasco merece muito mais do que podemos oferecer'


SELEÇÃO BRASILEIRA

Carlos Germano serviu a Seleção Brasileira apenas enquanto esteve no Vasco. Foi campeão da Copa América em 1997 e reserva de Taffarel na Copa do Mundo de 1998, onde foi vice-campeão mundial. Neste mesmo ano (1998), conquistou a América pelo Vasco.


FICHA TÉCNICA

Nome: Carlos Germano Schwambach
Nascimento: 14/08/1970
Local: Domingos Martins-ES
Posição: Goleiro
Altura: 1,92m
Peso: 83kg

Clubes

1990-1999: Vasco
2000-2001: Santos
2001-2002: Portuguesa-SP
2002-2003: Botafogo
2003: Paysandu
2004: América-RJ

Títulos

1988 - Campeonato Sul-Americano Sub-20 - Seleção Brasileira
1992-93-94 - Tricampeonato Carioca - Vasco
1992 - Torneio Pré-Olímpico - Seleção Brasileira
1997 - Campeonato Brasileiro - Vasco
1997 - Copa América - Seleção Brasileira
1998 - Copa Libertadores da América - Vasco
1999 - Torneio Rio-São Paulo - Vasco

Título pessoal

1994 - Prêmio Charles Miller - Melhor goleiro
1997 - Bola de Prata Brasileira - Revista Placar

Esta é a homenagem do Sou mais Vasco da Gama! ao grande arqueiro cruzmaltino Carlos Germano. Sem dúvida um dos maiores ídolos da história do centenário clube. Em nome da nação vascaína, muito obrigado Carlos Germano por defender e honrar a cruz-de-malta que estampamos em nosso peito.

O torcedor tem que apoiar sempre. Até mesmo numa situação em que o Vasco não esteja bem. Acho que o apoio é fundamental para o clube. Através do apoio do torcedor que o time consegue dar a volta por cima, reverter um quadro praticamente impossível. O torcedor sabe que é a alma do clube. E o clube na vai morrer nunca, o torcedor passa, mas tem o filho que vai acompanhar o pai, neto que acompanha o avô. O Vasco é forte por causa disso.

Onde quer que eu vá as pessoas me conhecem como o Carlos Germano do Vasco. Afinal foram quinze anos nesse clube, mais de quinhentos jogos. Eu não me vejo em outro lugar que não aqui dentro.

Em São Januário, pude ver o crescimento da minha casa com muito orgulho. Assisti o time se tornar um dos mais fortes do mundo. Quando vou a São Januário, não tenho vontade de sair. Tenho a certeza que um dia voltarei a trabalhar lá, de onde só vou sair quando não agüentar mais. (Citação de 26/04/2007, quando ainda não trabalhava no Vasco)


"Tenho certeza que o Vasco vai sacudir a poeira e voltar para a Série A em 2010"

Carlos Germano Schwambach Neto

O SENTIMENTO NÃO PODE PARAR!

Saudações Vascaínas!

quarta-feira, 22 de abril de 2009

ESPECIAL: CARLOS GERMANO: O ARQUEIRO DA AMÉRICA

Vindo do interior do Espírito Santo, Carlos Germano Schwambach Neto, conhecido pela massa cruzmaltina apenas como Carlos Germano, começou a carreira no Vasco em 1985, na base do Gigante da Colina. Em 1990 foi promovido aos profissionais onde defendeu a meta cruzmaltina pelos próximos 10 anos. Um ídolo cruzmaltino que merece ser reverenciado de pé.

O COMEÇO


Como já citado, Carlos Germano começou a carreira na base do Vasco em 1985, com 15 anos. O goleiro já se destacou ainda no juvenil, quando serviu a seleção brasileira pela primeira vez. Em 1988, conquistou o Sul-Americano Sub-20, na Argentina. Em 1990, Carlos Germano foi promovido aos profissionais com Vasco com pompa de titular. Logo ali começou a mostrar serviço e não saiu mais.


CARREIRA

1985 - 1989 - Neste período Carlos Germano defendeu o gol do Vasco na base do clube, já com fama de bom goleiro.

1990 - 2000 - Em 1990, Germano foi promovido aos profissionais do Vasco e surpreendeu. Marcou seu nome na história do clube conquistando os seus únicos títulos por clube na carreira no clube de São Januário. Nesta passagem o goleiro conquistou, entre outros títulos, um dos principais da história do clube: a Taça Libertadores da América em 1998. Além disso, foi uma das principais figuras do Gigante na conquista do Brasileirão em 1997 quando garantiu o título fechando o gol nos dois 0 a 0 contra o Palmeiras que definiram o tricampeonato brasileiro para o Vasco.


Em 1997, Carlos Germano teve um impasse na sua renovação de contrato com o Vasco e ficou por alguns dias disponível no mercado. O então presidente do Urubu depositou um valor adiantado para que o arqueiro vestisse a camisa rubro-negra. Poucos dias depois do depósito, Carlos Germano negou o Urubu e assinou com o Vasco por mais três anos.

2001 - Em 2001, sem ter seu contrato renovado com o Vasco e saindo pela porta dos fundos ao colocar o Cruzmaltino na justiça, Carlos Germano acertou com o Santos Futebol Clube por onde atuou apenas um ano.


2002 - Em 2002, uma passagem rápida pelo Internacional

2003 - O goleiro aceitou uma proposta e foi jogar no norte. Carlos Germano atuou pelo Paysandu na temporada de 2003.

2004 - No ano de 2004, Carlos Germano disputou o Campeonato Carioca pelo simpático América. Logo depois, voltou para o Vasco de onde sairia seis meses depois.


2005 - 2006 - Em 2005 Carlos Germano se aventurou. Depois de acertar com o Madureira, o jogador foi atuar pela primeira e única vez fora do país. Foi para o Penafiel, de Portugal, onde assinou um contrato de dois anos. Apenas o primeiro foi cumprido e a rescisão feita amigavelmente.

2008 - O arqueiro cruzmaltino voltou a São Januário como treinador de goleiros, cargo já ocupado meses antes no Joinville-SC e onde permanece até hoje preparando os goleiros do Vasco.


PRINCIPAIS JOGOS PELO VASCO

Jogo de estreia

Vasco Da Gama 2 x 1 Bangu - 24/11/1990
Local: Estádio Caio Martins

Gols : Sorato (VAS), William (VAS) e Mendonça (BAN)

Vasco
Carlos Germano, Dedé (França), Tosin, Jorge Luís, Cássio, Zé Do Carmo, Luciano, William, Boiadeiro, Sérgio Araújo e Sorato Técnico : Zagallo

Bangu
Wagner, Murilo, Carlito, Marcão, Wágner Pepeta, Denílson, Arthurzinho, Mendonça, Gílson, Serginho (Jackson) e Maciel (Marcelo Henrique) Técnico : Rogério Melo

Jogo de despedida

Vasco Da Gama 4 x 1 Raja Casablanca-MAR - 29/12/1999
Local: Maracanã

Gols : Gilberto (VAS), Romário (VAS), Aboub (RAJA), Odvan (VAS) e Romário (VAS)

Vasco
Carlos Germano, Jorginho, Júnior Baiano, Mauro Galvão (Odvan), Gilberto, Amaral, Felipe, Juninho (Paulo Miranda), Ramón (Alex Oliveira), Donizete (Viola) e Romário Técnico: Antônio Lopes

Raja Casablanca
Chadili, El Karkouri, El Haimeur, Misbah (Nater), Safri, Jrindou, Moustaoudia, Aboub, Khoubbache (Achami), Mejjary, Ereyahi (El Moubarki) Técnico: Luís Fullones.

CURIOSIDADES

Urubu? Nem pensar!

Em 1997, Carlos Germano esnobou o Urubu dizendo que não aceitaria a proposta do rubro-negro, voltando atrás na decisão de renovação com o Vasco e assinando por mais três anos. Na ocasião, Germano decretou: 'Vestir rubro-negro? Nem pensar'


Números

Confira número de Carlos Germano no gol do Vasco

1990 - 6 jogos e 5 gols sofridos
1991 - 34 jogos e 26 gols sofridos
1992 - 43 jogos e 54 gols sofridos
1993 - 47 jogos e 57 gols sofridos
1994 - 58 jogos e 56 gols sofridos
1995 - 62 jogos e 64 gols sofridos
1996 - 56 jogos e 69 gols sofridos
1997 - 38 jogos e 34 gols sofridos
1998 - 43 jogos e 37 gols sofridos
1999 - 62 jogos e 74 gols sofridos

Total - 449 jogos e 476 gols sofridos


Bandeirão

Carlos Germano foi homenageado pela torcida cruzmaltina com um bandeirão estampando sua foto com a frase: 'O Vasco merece muito mais do que podemos oferecer'


Seleção Brasileira

Carlos Germano serviu a Seleção Brasileira apenas enquanto esteve no Vasco. Foi campeão da Copa América em 1997 e reserva de Taffarel na Copa do Mundo de 1998, onde foi vice-campeão mundial. Neste mesmo ano (1998), conquistou a América pelo Vasco.


FICHA TÉCNICA

Nome: Carlos Germano Schwambach
Nascimento: 14/08/1970
Local: Domingos Martins-ES
Posição: Goleiro
Altura: 1,92m
Peso: 83kg

Clubes

1990-1999: Vasco
2000-2001: Santos
2001-2002: Portuguesa-SP
2002-2003: Botafogo
2003: Paysandu
2004: América-RJ

Títulos

1988 - Campeonato Sul-Americano Sub-20 - Seleção Brasileira
1992-93-94 - Tricampeonato Carioca - Vasco
1992 - Torneio Pré-Olímpico - Seleção Brasileira
1997 - Campeonato Brasileiro - Vasco
1997 - Copa América - Seleção Brasileira
1998 - Copa Libertadores da América - Vasco
1999 - Torneio Rio-São Paulo - Vasco

Título pessoal

1994 - Prêmio Charles Miller - Melhor goleiro
1997 - Bola de Prata Brasileira - Revista Placar

Esta é a homenagem do Sou mais Vasco da Gama! ao grande arqueiro cruzmaltino Carlos Germano. Sem dúvida um dos maiores ídolos da história do centenário clube. Em nome da nação vascaína, muito obrigado Carlos Germano por defender e honrar a cruz-de-malta que estampamos em nosso peito.

O torcedor tem que apoiar sempre. Até mesmo numa situação em que o Vasco não esteja bem. Acho que o apoio é fundamental para o clube. Através do apoio do torcedor que o time consegue dar a volta por cima, reverter um quadro praticamente impossível. O torcedor sabe que é a alma do clube. E o clube na vai morrer nunca, o torcedor passa, mas tem o filho que vai acompanhar o pai, neto que acompanha o avô. O Vasco é forte por causa disso.

Onde quer que eu vá as pessoas me conhecem como o Carlos Germano do Vasco. Afinal foram quinze anos nesse clube, mais de quinhentos jogos. Eu não me vejo em outro lugar que não aqui dentro.

Em São Januário, pude ver o crescimento da minha casa com muito orgulho. Assisti o time se tornar um dos mais fortes do mundo. Quando vou a São Januário, não tenho vontade de sair. Tenho a certeza que um dia voltarei a trabalhar lá, de onde só vou sair quando não agüentar mais. (Citação de 26/04/2007, quando ainda não trabalhava no Vasco)


Tenho certeza que o Vasco vai sacudir a poeira e voltar para a Série A.

O SENTIMENTO NÃO PODE PARAR!

Saudações Vascaínas!

segunda-feira, 23 de março de 2009

ESPECIAL: PEDRINHO: UM GUERREIRO CRUZMALTINO

Pedro Paulo de Oliveira, mais conhecido como Pedrinho. Um ídolo do Vasco que merece todas as honras por defender o manto cruzmaltino enquanto teve forças e chances. Uma carreira difícil, mas vitoriosa. Um sentimento de orgulho para o Vasco, clube que o revelou. Uma imagem de carisma e de ídolo para com a torcida. Ajudou na conquista de vários títulos do Vasco, com grande destaque a Taça Libertadores de 1998, onde, nas quartas-de-final, fez dois gols que também mereceriam música, contra o Grêmio. Um no Olímpico, outro em São Januário, classificando o Gigante para a semi-final.

O COMEÇO

Pedrinho chegou ao Vasco em 1983, com 6 anos, por influência de seu pai, Seu Hélio, motorista do cruzmaltino por muitos anos, que apostou em seu filho e o colocou para jogar na base do futsal do Time da Colina. A aposta deu certo, e pai de Pedrinho, vascaíno, realizara um sonho: ver o filho jogando com a cruz de malta no peito. Em 1995, Pedrinho foi promovido para os profissionais junto com o lateral-esquerdo e amigo de infância Felipe. Em 1997, se destacou na conquista do Tricampeonato Brasileiro pelo Vasco, ao lado das então promessas Ramon e Juninho Pernambucano, meio-de-campo que armava as jogadas para o arrasador ataque Evair-Edmundo.


O melhor momento de sua carreira foi em 1998, quando levou o Vasco à conquista da Libertadores, ajudando majoritáriamente na classificação às semi-finais, marcando dois gols em cima do Grêmio, um no Olímpico e outro na Colina histórica.


LESÕES

Após a conquista da América, Pedrinho foi surpreendido com a sua primeira convocação para a Seleção Brasileira, onde enfrentaria a Iugoslávia. Porém, em 6 de setembro de 1998, dois dias antes de se apresentar à Seleção, o jogador rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho direito após uma falta violentíssima de Jean Elias, zagueiro do Cruzeiro, durante o jogo contra o time de Minas, em São Januário. Aí começava o ciclo de lesões de Pedrinho.

Passados sete meses de recuperação, o jogador voltou num amistoso pelo Vasco B, contra o Duque de Caxias, em São Januário, onde marcou 2 gols e saiu ovacionado pela pequena mas aguerrida torcida que compareceu para prestigiar o jogador em sua volta aos gramados. Contudo, dois dias depois, em outro amistoso, contra o Volta Redonda, Pedrinho sentiu a lesão e se viu obrigado a parar novamente. O atleta só retornaria 11 meses depois, em fevereiro de 2000, na primeira partida da decisão do Torneio Rio-São Paulo daquele ano.


CARREIRA

1995 - Promovido aos profissionais do Vasco, Pedrinho era considerado promessa em São Januário. Realizava o sonho do seu pai ao vestir o manto cruzmaltino como jogador de futebol profissional.


1995 - 2001 - Neste tempo, Pedrinho atuou pelo Vasco, confirmando o esperado por todos, era um jogador diferenciado. Marcou sua passagem pelo clube que começou a jogar com títulos importantíssimos na história do Vasco e que, com certeza, deixarão seu nome eternizado nas dependências do Gigante da Colina.


2002 - 2005 - Pedrinho se transferiu para o Palmeiras após ter divergido de opinião com a diretoria do Vasco. O jogador participou do rebaixamento e da volta do Palmeiras à elite do futebol brasileiro. Classificou o alviverde para a Libertadores em 2004, com uma campanha excelente e jogando a maioria dos jogos.


2005 - Após nova lesão, Pedrinho foi negociado com o Al Ittihad. Seu contrato com o Palmeiras duraria até o fim de 2005, mas, devido às lesões, o atleta foi vendido.

2006 - Pedindo para voltar ao Brasil, Pedrinho recebeu proposta do Fluminense e acertou com o time das Laranjeiras por 1 ano, já com o contrato de risco fazendo parte do seu cotidiano. O jogador estava marcado pelas graves lesões, mas a técnica que lhe era peculiar o fazia conquistar novos rumos no futebol brasileiro.


2007 - A pedido de Wanderley Luxemburgo, a diretoria do Santos foi atrás de Pedrinho. Luxa recuperou o atleta e, através do seu médico, descobriu um dos problemas das lesões de Pedrinho. Ali, o jogador teve chance de se recuperar como deveria e ajudou o Santos na campanha da Libertadores, onde chegou perto de conquistar o Bicampeonato pelo time da Vila Belmiro.


2008 - No Al Ain, dos Emirádos Árabes Unidos, Pedrinho não se firmou por vários fatores. A perda de seu pai, que deixava o mundo sem realizar seu sonho de ver o filho vestindo novamente a camisa do clube de coração, e o nascimento do filho, além de problemas técnicos e climáticos.

2008 - Pedrinho começou a ser especulado no Vasco após a mudança da diretoria. Acertou o contrato de produtividade no meio da temporada a não pôde ajudar como queria. Viu o time ser rebaixado e mostrou, aos prantos, que é sim um dos ídolos do Vasco, sofrendo com o rebaixamento.


2009 - Pedrinho acertou a sua ida para o Figueirense, onde hoje se recupera de (mais uma) lesão e tenta voltar a jogar como nos velhos tempos. O atleta disputará ainda a Copa do Brasil e a Série B do Brasileirão pelo time de Santa Catarina.


PRINCIPAIS JOGOS PELO VASCO

Flamengo 0x1 Vasco - Campeonato Brasileiro de 1997

Na sexta rodada da competição, enfrentado o maior rival, a equipe do Vasco que conquistaria o título venceu no Maracanã pelo placar mínimo: após cobrança de escanteio pela esquerda, a defesa rubor-negra rebate e o meia, de fora da área, acerta voleio de primeira, com a perna esquerda.

Grêmio 1x1 Vasco - Quartas-de-final Libertadores (jogo de ida)

Caminhando para a conquista da América, o Vasco foi ao Olímpico após ter sido derrotado lá por 1 a 0 na fase de grupos. No entanto, na fase decisiva, a equipe cruzmaltina jogou melhor e saiu na frente, com gol de Pedrinho, mas acabou cedendo o empate. A classificação foi confirmada em São Januário.

Vasco 5x1 Flamengo - Taça Guanabara 2001 (final)

Em um domingo de Páscoa, o Vasco derrotou o maior rival com uma atuação de gala e levou o primeiro turno do Estadual. Com o placar consolidado, o meia Pedrinho, que marcara um dos gols, fez algumas embaixadas no meio-de-campo. A jogada iniciou uma confusão no clássico.

CURIOSIDADES

No Vasco

Atuando pelo Vasco, Pedrinho entrou em campo 209 vezes, obtendo 115 vitórias, 28 empates e 55 derrotas. O meia, que não costumava ser artilheiro, até teve uma boa média de gols, marcando, ao todo, 47 com a camisa cruzmaltina.


Na Seleção

Apesar do incidente ocasionado pela sua lesão em 1998, quando foi cortado da convocação da Seleção Braisleira, Pedrinho ainda teve uma chance com a amarelinha. Foi num jogo contra o Haiti, em 2003, que o atleta realizou o sonho de todo jogador brasileiro.

Camisa de número 98

Ao voltar ao Vasco, em 2008, Pedrinho recebeu das mãos do presidente e ídolo Roberto Dinamite, a camisa de número 98, em homenagem aos dez anos da conquista da Libertadores. Com a camisa, o meia atuou apenas 170 minutos.


Torcida

Pedrino sempre teve um bom relacionamento com a torcida do Vasco. Além das manifestações dos vascaínos quando Pedrinho, atuando por outro clube, jogava em São Januário, uma campanha denominada "Fica, Pedrinho", no fim de 2008 defendia a permanência do ídolo cruzmaltino em São Januário para o ano da reconstrução. A presse não foi atendida pela diretoria que, segundo Pedrinho, enviou proposta 'incabível'.


Libertadores

Pedrinho usou a camisa de número 16 na Libertadores em 1998.


FICHA TÉCNICA

Nome: Pedro Paulo de Oliveira
Posição: Meia
Nascimento: 29/06/1977
Local: Rio de Janeiro - RJ
Altura: 1,68m
Peso: 62kg
Chuteira: 37

Clubes

1995 a 2001 - Vasco
2001 a 2005 - Palmeiras
2005 - Al Ittihad - SAU
2006 - Fluminense
2007 - Santos
2008 - Al Ain - EAU
2008 - Vasco
2009 - Figueirense

Títulos

1997 - Campeão Brasileiro - Vasco
1998 - Campeão Carioca - Vasco
1998 - Campeão Taça Libertadores da América - Vasco
2000 - Copa Mercosul - Vasco
2000 - Campeão Brasileiro - Vasco
2003 - Campeão Brasileiro 2ª Divisão - Palmeiras
2007 - Campeão Paulista - Santos

Essa é a homenagem do Sou mais Vasco da Gama! para o eterno ídolo do Vasco, Pedrinho. Pelo seu amor ao Vasco, pelo sofrimento demonstrado no rebaixamento e por gols e vitórias épicas com o manto sagrado cruzmaltino, tal modesta homenagem se torna justa.


"Estou muito feliz de rever as pessoas que conheci aqui em 1983, quando cheguei. Nunca escondi o meu carinho e o meu amor pelo Vasco. Em todos os clubes que eu passei, eu honrei o que foi combinado. O desejo de voltar é por eu ser vascaíno e por querer estar aqui."

"Sempre procurei respeitar as camisas dos clubes que defendi, mas todo mundo sempre soube que eu sou vascaíno."

"Se não fosse o Vasco, não teria a infância que eu tive. Sou grato demais por tudo."

23/09/2008 - Vasco prestes a ser rebaixado

"Mas no momento eu trocaria qualquer tipo de situação... Até se eu tivesse que ficar machucado para o Vasco sair dessa situação, era o que eu queria. Não quero é ver o Vasco nessa situação. A minha dedicação sempre foi total, desde que comecei como atleta. Não é agora, com 31 anos, que vai ser diferente. Vou me dedicar ao máximo, principalmente porque é o clube do meu coração, que não posso ver nessa situação. O meu empenho vai ser sempre no limite."

O SENTIMENTO NÃO PODE PARAR!

Saudações Vascaínas!