No futebol, isso também existe. Quando um jogador joga pelo seu time, raramente é valorizado. Quando "vira a casaca", se torna um ótimo jogador, com futebol sobrando. Cito o caso do nosso querido e sofrido (em 2009) Fluminense. Um clube simpático, que não incomoda ninguém, e que costuma agir muito dessa maneira. Renato Gaúcho há 1 ano não prestava, hoje é o salvador da pátria. Branco era o carrasco das Laranjeiras, hoje é o "manager" mais bem conceituado do Brasil, para os tricolores.
A inversão de valores em um curto espaço de tempo é visível. No Vasco, isso também existe. Sofrerão os amantes da Cruz de Malta quando verem o tão discriminado Alan Kardec marcando gols Europa à fora, como sofrem hoje com Rodrigo Souto, esculachado em São Januário, e muito bem-vindo em qualquer clube do país hoje. Vílson teve sua chance. Ora vaiado e xingado dentro de nossa casa, hoje é aplaudido (e de pé) pelas belíssimas atuações que vem tendo.
Pois bem. O que me incentivou a escrever isso foi ver Fernandinho atuando pelo Oita Trinta, do Japão, pela Copa Suruga, contra o Inter-RS. A inversão de análise do futebol do baixinho é improvável, mas sua passagem pelo Vasco levantou as discussões sobre os jogadores vaiados em São Januário e aplaudidos nos gramados mundo à fora.
É preciso ter cuidado. Quantas promessas já não se perderam devido às vaias? Quantos "Pelés" largaram o futebol por motivo de vaias e falta de confiança? Ainda bem que o jovem Philipe Coutinho já está vendido. Caso contrário, qualquer passe errado seria motivo de xingamentos.
Olho aberto, torcida cruzmaltina. Muitas promessas ainda pintarão no gramado do Estádio Vasco da Gama. A promessa do Urubu é tão boa quanto a nossa. O pai do vizinho não é tão legal assim, a mãe do colega compra o bolo gostoso na padaria e o irmão mais novo do primo é um saco.
O SENTIMENTO NÃO PODE PARAR!
Saudações vascaínas!

